Na China, a Buick é grande

Publicado: novembro 13, 2011 em Buick, Carros Chineses, GM
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A marca quase desapareceu, mas a Buick na China é importante para a General Motors, saiba mais….

A Buick  surgiu como um fabricante independente automóvel em maio de 1903 e logo depois de um ano seria vendida para  William C. Durant que tornaria a Buick como o maior fabricante de carros da América. Com o lucro, Durant começou a comprar outros fabricantes de automóveis, e acabou criando a mega corporação chamada General Motors.  Hoje em dia a Buick não é tão grande, e se situa entre a marca popular Chevrolet e a marca de luxo Cadillac. Durante a última crise a GM chegou cogitar o fim da marca, que atualmente conta com poucos modelos e pequena participação no mercado americano. Mas na China, a Buick ganhou uma segunda chance e com status de marca de luxo, como conta Daniel Gross do Yahoo Finance nos Estados Unidos.

Na China, o  autor lembra que a marca tem uma excelente imagem e um Buick Regal de quatro portas preto é o carro escolhido em serviços de taxis executivos para apanhar alguém no aeroporto. O Excelle (foto acima), é um modelo compacto (nos Estados Unidos) baseado no Chevrolet Cruze, com um volume de produção acima de 200mil unidades por ano na China. A SUV GL-8 é outro modelo de sucesso e na China custa entre US$45mil a US$60mil. A presença da Buick não é recente, e é de conhecimento de muitos de que o último imperador na China foi o dono de um Buick há quase 100 anos atrás.

A General Motors também vende veículos da marca Chevrolet na China e possui duas fábricas, e possui uma rede de mais de 1000 concessionários. No total, a General Motors possui capacidade para produzir 1,2 milhões de veículos por ano na China. Gross diz que visitou uma das fábricas da GM na China, que por sinal não é muito diferente das fábricas que o autor já visitou nos Estados Unidos e no Japão, incluindo a fábrica hiper automatizada onde o híbrido Prius é feito. É verdade que a mão de obra ainda é muito barata na China, e Gross diz que quando argumentou a respeito do custo da mão de obra os executivos da empresa preferiram não falar muito no assunto, mas como Gross lembra, hoje em dia o custo da mão de obra é apenas uma pequena parte no processo moderno de fabricação de carros.

Durante a visita David Gibbons, Diretor Executivo de manufatura da GM,  mostrou ao autor e a um grupo de visitantes o quanto a fábrica da GM na China foi estandardizada em termos de ergonomia, produtividade, e manufatura enxuta. Cada estação fica a no máximo 1 ou 2 horas do estoque, e a solda é 60% automatizada. No processo final da linha de montagem os funcionários usam luvas brancas para proteger os carros, e o índice de rejeição é de apenas 1%.

Buick GL-8

Apesar das grandes diferenças entre as economias americana e chinesa, grandes multinacionais como a GM  hoje em dia operam dentro de uma espécie de bolha global, diz Gross. As pessoas que visitam as fábricas da GM ao redor do mundo se impressionam mais pelas similaridades do que pelas diferenças. Mesmo assim existem algumas diferenças. A jornada de trabalho é de 8 horas nos Estados Unidos, e 10,5 horas na China. As fábricas chinesas são um pouco menos automatizadas, os sindicatos não tem tanto força ditando regras, e a idade média dos trabalhadores chineses é menor. Mas a grande diferença mesmo está dentro da China, com uma grande disparidade entre as regiões costeiras mais desenvolvidas e o interior do país agrícola.

Gross lembra de uma outra visita a uma fábrica de uma joint-venture da Ford e Chang’an montando minivans baratas (preço por volta de US$7mil) destinadas aos camponeses.  A impressão do autor era de ter voltado no tempo em alguns anos. O ambiente não era bem climatizado, havia pouco em termos de automatização, e controle de qualidade era sempre deixado para depois.

A GM Shangai possui duas fábricas na China, onde são feitos Buicks e Chevrolets, empregando mais de 8 mil pessoas, dentre eles alguns poucos americanos, na maioria das vezes alto executivos nas áreas de manufatura, financeira, logística, e marketing. O mercado chinês fornece uma estabilidade importante para a GM e benefícios para todos os acionistas da empresa. A abilidadea da GM em cumprir com os compromissos financeiros depende tanto de como as coisas vão na China tanto quanto elas vão nos Estados Unidos.

Apesar do transito que fica cada vez pior na China, as vendas de carros continuas crescendo rapidamente.  A GM vendeu mais de 600mil na veículos nos primeiros quatros meses deste ano, 10% em relação a 2010. No passado, o consumidor chines não tinha acesso a tantas coisas que hoje em dia aceita problemas como ruas congestionada como sinal de progresso. O sinal de progresso também é manter ocupada a linha de produção de onde saem os Buicks. A fábrica da Buick funciona com dois turnos de 10,5 horas cada, fabricando carros quase sete dias por semana, resultando em cerca de 90 carros por hora.  Como diria o executivo da GM, a Buick está a todo vapor na China.

Work Cited: “Why Buick is big in Beijing – and elsewhere else in China” . Daniel Gross. Yahoo! Finance. Nov 9, 2011. On line. http://finance.yahoo.com/blogs/daniel-gross/

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