(foto meramente ilustrativa)

VW perde a roda e causa acidente. A VW já havia convocado donos de Gol G5 para recall do rolamento da roda traseira que em casos extremos pode se soltar (foto acima)

(foto meramente ilustrativa)

Ainda não se sabe exatamente qual modelo VW ocasionou o acidente que acabou forçando a VW a indenizar as vítimas. Llewellyn Davies A. Medina, juiz da 13ª Vara Cível da comarca de Belo Horizonte, determinou que a Volkswagen do Brasil indenize, por danos morais, duas pessoas envolvidas em acidente automobilístico, na quantia de R$12 mil para cada um dos autores.

O acidente aconteceu em 28 de fevereiro de 2009, resultando na perda total do veículo. Segundo os autores da ação, o carro capotou porque o cubo da roda traseira quebrou. Eles afirmaram ainda que, vinte dias antes do acidente, o veículo passou por revisão e não foi verificado nenhum defeito. Nesse caso, a rede de assistência técnica VW deveria ter verificado se o veículo poderia fazer parte do recall do rolamento traseiro que pode soltar a roda em casos extremos.

Gol G5 com problema no rolamento traseiro que em caso extremos pode soltar a roda

A VW fez o recall em Fevereiro de 2010 do VW Gol G5 2009 e 2010 chamando mais de 190 mil veículos com problemas nos rolamentos traseiros, que em casos extremos podem ocasionar o desprendimento da roda traseira. (http://g1.globo.com/Noticias/Carros/0,,MUL1485465-9658,00-VOLKSWAGEN+ANUNCIA+RECALL+DO+NOVO+GOL+E+DO+VOYAGE.html)

Não se sabe exatamente se o veículo envolvido no processo judicial faça parte do recall, mas milhares de veículos da marca VW cujo os donos ainda não realizaram o recall possam estar correndo risco.

A Volkswagen por outro lado se defende argumentando que o acidente não decorreu de qualquer defeito de fabricação do veículo, pois a revisão atendeu a rigoroso padrão de qualidade e atestou o seu estado de regular funcionalidade e segurança.  Certamente deve ser o mesmo “rigoroso padrão de qualidade’ que resultou no recall dos rolamentos, nos motores de Gol e Voyage que fundem com menos de 10mil km, no banco guilhotina do VW Fox, e tantos outros problemas.

Segundo o juiz, “aquele que é responsável pela colocação do bem no mercado tem o dever de arcar com as consequências danosas advindas de eventual defeito do produto, independentemente de culpa”.

O juiz, levando em consideração o boletim de ocorrência, constatou que o acidente ocorreu durante o dia, em local com bom estado de conservação. O magistrado observou, ainda, que o veículo não se chocou contra qualquer objeto e se desgovernou por defeito mecânico.

O magistrado ainda considerou a perícia, segundo a qual a roda traseira se soltou antes de o veículo capotar, já que não havia marcas de frenagem no local do acidente, apenas marcas do desprendimento da roda.

Para o juiz, “diante das provas constantes dos autos, e considerando tratar-se de veículo seminovo, com apenas sete meses de uso, é possível concluir que este possuía, de fato defeito oculto e de difícil constatação, já que tal fato não foi verificado durante a revisão ocorrida dias antes do acidente”.

Fonte: Tribunal de Justiça de Minas Gerais

http://www.tjmg.jus.br/anexos/nt/noticia.jsp?codigoNoticia=48958

Essa decisão está sujeita a recurso.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s